1ª Corrida de São Cristóvão: fé, suor e uma senhora de 83 anos que resumiu tudo em uma frase

1ª Corrida de São Cristóvão: fé, suor e uma senhora de 83 anos que resumiu tudo em uma frase

19 de julho de 2026·Equipe Circuito

Campina Grande amanheceu diferente neste domingo, 19 de julho de 2026. Antes do sol esquentar de verdade, as ruas do bairro Centenário já estavam tomadas por tênis, números de peito e aquele misto de nervosismo e animação que só quem já esperou numa largada conhece. Às 6h da manhã, em frente à Igreja Matriz de São Cristóvão, a primeira edição da Corrida de São Cristóvão dava seu tiro de largada — e o que se viu depois foi muito mais do que uma prova de rua.

Uma estreia que já nasceu grande

Mais de 300 atletas se inscreveram para correr — ou caminhar — pelas ruas do bairro. A organização disponibilizou modalidades para praticamente todos os perfis: caminhada de 3km com categorias específicas para PCD e para idosos acima de 60 anos, além das provas de 5km e 10km, também com recortes por idade e categoria geral. Não é todo evento esportivo que nasce pensando em incluir tanta gente diferente logo na primeira edição — e isso, por si só, já diz bastante sobre a proposta por trás da corrida.

O evento fez parte da programação comemorativa dos 65 anos da Paróquia São Cristóvão, e a escolha da data e do trajeto não foi por acaso: São Cristóvão é o padroeiro dos motoristas, e a corrida se tornou também uma forma de celebrar essa tradição enquanto une comunidade, fé e esporte em um mesmo domingo. Parte do que foi arrecadado com as inscrições vai ajudar na reforma do salão paroquial da igreja — ou seja, quem calçou o tênis hoje também deu uma mãozinha para a paróquia seguir de portas abertas.

A prova, o percurso e o clima de bairro

Com largada bem em frente à Igreja Matriz, o percurso passou pelas ruas do Centenário, transformando o bairro inteiro em arquibancada por algumas horas. Vizinhos na porta de casa, comércio local acompanhando o movimento, faixas de largada e chegada montadas com capricho — tudo isso deu à corrida aquele clima de evento que pertence à comunidade, não só aos corredores.

Dona Martinha, 83 anos, e a frase que ninguém esqueceu

Se tem uma imagem que resume o espírito do domingo, foi a de Dona Martinha Silveira. Aos 83 anos, moradora da própria comunidade de São Cristóvão, ela cruzou a linha como uma das participantes mais festejadas da manhã — e não é a primeira corrida que ela encara. Apaixonada por corrida de rua há alguns anos, Dona Martinha transformou o esporte em rotina diária e hoje é praticamente uma celebridade local entre quem corre em Campina Grande.

Durante o evento, ela recebeu uma homenagem especial da organização, reconhecida tanto por sua ligação com a Paróquia São Cristóvão quanto por representar, na prática, o que significa envelhecer com saúde e disposição. Quando perguntada sobre o segredo de tanto vigor, ela resumiu tudo em uma frase só, dita com o sorriso de quem sabe exatamente do que está falando:

“Não tomo nenhum comprimido.”

A frase viralizou entre quem estava presente e, não é exagero dizer, roubou a cena de uma manhã que já tinha muitos protagonistas.

Mais que uma corrida, o começo de uma tradição

Para uma primeira edição, o resultado impressionou tanto participantes quanto organizadores. A expectativa agora é que a Corrida de São Cristóvão passe a integrar de forma fixa o calendário esportivo e religioso de Campina Grande, reunindo ano após ano corredores de todas as idades em torno de uma causa que vai muito além da linha de chegada.

Fica o convite para quem ainda não conhece essa comunidade: da próxima vez, calce o tênis e vá conferir de perto.

Confira os resultados oficiais e mais detalhes da 1ª Corrida de São Cristóvão em smcrono.com.br.

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